Promiscuidade - Forças de Segurança / Crime Organizado

Com a ausência de medidas de controlo sobre quem os partidos políticos introduzem na Assembleia da República, aos poucos, as Forças de Segurança foram sendo colocadas em apoio direto ao Crime Organizado.


Este é um dos meus últimos posts desta candidatura.

Aqui apresento alguns comportamentos que ao longo do tempo, por repetição, imitação e falta de sentido crítico da população, se foram transformando em hábitos socialmente aceitáveis mas sem qualquer utilidade para a sociedade.


As Forças de Segurança são organizações do Estado que têm como missão principal a manutenção dos valores e dos ideais do regime político instalado no poder, atualmente a República Democrática, e não a procura de lucro. Por isso todas as polícias são polícias políticas.


Tirando a Polícia Judiciária, que não passa de uma organização de intelligence, na área forense, ao serviço dos magistrados do sistema português de justiça romana, todas as outras organizações policiais (GNR, PSP, SEF, Polícia Marítima e ASAE), que embora também possam ter algumas competências forenses, estão dedicadas ao contacto direto com a população e constituem um dos braços armados do Estado para a Soberania Nacional – o Estado como poder mais forte dentro do país.


"Todas as polícias são polícias políticas."

No entanto, se olharmos com olhos de ver para algumas atividades estranhas, que existindo à luz do dia e com o apoio das Forças de Segurança, e que até já nos parecem normais e legais, chegamos à conclusão de que afinal o regime político instalado no aparelho de Estado não deve ser bem aquilo que aparenta.


Senão vejamos:

1. Droga e Prostituição. Cidadãos e empresas têm andado assoberbados com o pagamento de impostos. Esses impostos são depois utilizados pelos Estado para manutenção das várias funções governativas e da satisfação das necessidades da população portuguesa.

No entanto, as duas atividades que rendem mais dinheiro, pois dizem respeito à satisfação das necessidades pessoais mais difíceis de controlar, normalmente conhecidas por vícios, pura e simplesmente não pagam impostos. São atividades que sempre existiram, ainda existem e no futuro existirão, enquanto existirem seres humanos neste país.

E não pagam impostos porquê? Porque aqueles que fazem as leis, o Poder Legislativo (AR) e o Poder executivo (Governo) não as querem regular, legalizando-as, gerindo-as e taxando-as ao serviço do país.

Quem ganha com isto? Os grandes traficantes que muito provavelmente estarão instalados no aparelho de Estado e não querem pagar impostos.

Ora se as drogas e a prostituição não pagam impostos, porquê que as nossas Forças de Segurança consomem recursos e tempo disponível com apreensões de droga ou prendem indivíduos dedicados ao tráfico de droga ou de seres humanos que são usados para alimentar as casas de alterne?


São três as grandes razões:

- Ao fazerem apreensões de droga e ao prenderem aqueles que as transportam e as comercializam, estão a mostrar que estas atividades constituem um crime, fazendo assim naturalmente subir os preços do produto. Com a prostituição, tem sido a mesma coisa. Até tem sido a polícia que muda as prostitutas de rua. Assim, as Forças de Segurança regulam, para o Crime Organizado, o preço de mercado das matérias proibidas, fazendo subir os preços destas.


- Um dos princípios fundamentais do funcionamento de qualquer economia é a Lei da Oferta e da Procura. Para a mesma quantidade de compradores e dinheiro disponível (procura), o preço dos bens disponibilizados vai variar de acordo com a quantidade de matéria disponível (oferta). Por exemplo, se normalmente estiverem disponíveis, para venda, 200 toneladas de batata por dia, para a mesma quantidade de compradores, o Kg da batata terá um determinado preço. Mas se a quantidade disponível for inferior, por exemplo 100 toneladas, o preço do Kg da batata irá disparar provavelmente para o dobro, pois para a mesma quantidade de procura, haverá menos batatas disponíveis (oferta) e logo não chegarão para todos, pelo que aparecerão sempre algumas pessoas disponíveis a pagar mais para conseguirem as poucas batatas à venda.

Com a droga e a prostituição é a mesma coisa. Ao reduzirem a quantidade de produto que entra nas nossas fronteiras (droga e prostitutas), fazem subir o preço do produto disponível. Os diamantes são caros porque são raros, se toda a gente pudesse ter um, não passariam de pedras bonitas. Assim, as Forças de Segurança, regulam o preço de mercado das matérias proibidas, ao serviço do crime organizado.


- Ao mesmo tempo que controlam os preços do produto, as polícias, de acordo com a lei, combatem em simultâneo a concorrência às redes instaladas no Estado, as quais têm alguma capacidade de controlo sobre a atividade dessas polícias. Imagine o que seria se qualquer cidadão pudesse comercializar livremente a droga. O mercado ficaria desregulado e os preços seriam baixíssimos. Todos se lembram de notícias disponibilizadas pelo Ministério Público, onde em determinada região do país, alguns indivíduos foram presos por apoio à prostituição. Num país onde a prostituição não está legalizada, mas onde todos nós sabemos de casas de alterne abertas há várias décadas, com o conhecimento das próprias autoridades, eis que alguém é preso, apenas porque abriu uma nova casa de alterne ou introduziu mais prostitutas no país ou na região, alterando assim os preços de mercado e os interesses instalados dos empresários do crime organizado, os quais passarão a ter menos clientes nas suas casas, já que uma nova casa, porque é novidade, atrairá as pessoas para aí. Este é um negócio que funciona com base na rotação de mulheres e cujo atrativo é sempre a novidade. Daí o nome “casas de alterne”.


"Afinal, o regime político instalado no aparelho de Estado, não é bem aquilo que aparenta."

2. Máfias da noite. Todos os anos, nas discotecas do país, são assassinadas algumas pessoas, tudo com o selo da PSP.

Como todos nós sabemos, os empresários da noite têm funcionado num modelo de crime organizado legalizado. A AR ofereceu-lhes um estatuto legal, mas dissimulado, em que estes podem fazer uso da força excessiva (através de seguranças que adotam uma aparência de gangsters, têm músculos a mais e bom senso a menos, mas trazem ao peito um cartão da PSP), para intimidação dos clientes, praticando à porta a segregação de género, raça, estrato sociocultural, ou outra qualquer característica discricionária por parte destes empresários. Se alguém forçar os interesses destes empresários, normalmente acaba morto ou então com sequelas para o resto da vida. No fim, os tribunais romanos não punem os empresários, apenas os seguranças, mas com penas mínimas. Legalmente, é como se você usasse uma pistola para assassinar alguém e depois a pistola é que ia parar a prisão. Na prática, este é o esquema dissimulado, para desresponsabilização do homicídio. Como a arma do crime é uma pessoa e até está credenciada pela polícia, quem é punido é o segurança, que embora não tenha condições para ser segurança e tenha atuado às ordens e sobe indicação dos empresários, ao não usar uma arma de fogo, não entra em competição com as polícias, usufruindo da passividade destas. Acrescenta-se ainda que, pelo facto de ter sido a PSP a conferir-lhes a autorização para prática da atividade, esta polícia fica automaticamente comprometida na sua competência, existindo uma tendência natural para que protejam ou deem cobertura a este tipo de criminosos.

Também os donos dessas empresas de segurança não são responsabilizados, embora sejam eles que recrutem/selecionem e treinem esses seguranças. A responsabilidade última, da entidade última, em todo o processo, fica com a PSP.


Outras atividades do género, como os Cobradores do Fraque, têm sido legalizadas pela AR e consentidas pelas polícias, embora funcionem escandalosamente à revelia dos princípios básicos da CR e tenham vindo a por em causa a segurança dos cidadãos, constituindo-se mais como um instrumento ao serviço daqueles que não podem recorrer aos tribunais para resolverem as suas dívidas... porque são criminosos.


3. As Máfias do Futebol. Conforme já referido por várias entidades, existe uma forte promiscuidade entre futebol, crime organizado e política. O futebol é usado pelos políticos como um mecanismo de controlo das massas reprimidas. Funciona como uma válvula de escape em que milhões de pessoas, maioritariamente homens, procuram o grupo como um mecanismo para a perda do seu sentido de responsabilidade individual. Assim, as energias e os instintos agressivos das pessoas são desviados para assuntos inócuos ao poder. Passam a semana a discutir intrigas e futilidades relacionadas com tribalismos e personalismos futebolísticos em vez de discutirem e pensarem sobre assuntos de interesse para as suas próprias vidas, leia-se política.

Claro está que, onde “rola” muito dinheiro existe também muita corrupção e criminalidade. E a política e os partidos políticos precisam de muito dinheiro para se manterem à tona. Invariavelmente, graças a uma justiça nas mãos das elites salazaristas, nunca nada se descobre, ou se se descobre, ninguém é punido.

O que seria do futebol se não existisse segurança dentro dos estádios? Tristemente, quando não existem meios policiais suficientes para garantirem a segurança dos cidadãos, vê-se depois estes, porque lhes pagam muito bem, sempre presentes nos estádios de futebol e muitas vezes envolvidos em situações que nada abonam à imagem e à confiança que os cidadãos devem ter nas instituições que deveriam existir ao serviço do povo português e não daqueles que lhes alimentam os vícios.


Podíamos ainda aqui falar da segurança aos supermercados, em que a PSP, não pagando aos seus agentes, como deveria ser, forçam-nos assim a fazer horas extras ao serviço da iniciativa privada. A Polícia de Segurança Pública há muito que se transformou numa Polícia de Segurança Privada. Escusado será dizer que o crime organizado também pertence à esfera da Iniciativa Privada.


Infelizmente, as Forças de Segurança, ao contrário do que seria de esperar, são organizações que perseguem essencialmente objetivos lucrativos e não sociais ou de soberania, financiando governos com multas e serviços extraordinários.


Podemos assim chegar a uma conclusão com base em duas constatações: que, dadas as muitas dúvidas sobre as origens dos senhores/as deputados/as, pois não existem mecanismos de controlo sobre estes quando entram na Casa do Povo (investigações de segurança prévias); e que existindo todo um conjunto de atividades legalizadas no formato de crime organizado, descritas anteriormente, afinal as Forças de Segurança não passam de polícias políticas, mas polícias ao serviço do Crime Organizado instalado no aparelho do Estado, criminosos esses escondidos sobe a capa da República e da Democracia.

"A Polícia de Segurança Pública há muito que se transformou numa Polícia de Segurança Privada."

O cidadão comum, para lavar as suas mãos e não se meter com gente perigosa, acha que todas estas atividades devem continuar proibidas, para o bem de todos: Se não os podes vencer, junta-te a eles (a típica atitude de gente covarde).


Esquecem-se é que o bem de todos depende do dinheiro dos impostos...de todos.

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Eduardo Baptista

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