Criminosos “anti-sociais” versus criminosos “pró-sociais”

Atualizado: 10 de Nov de 2020

Aqueles que procuram motivos socialmente aceitáveis para cometerem crimes, não diferem muito dos tradicionais criminosos.


Bem vindos a mais um Post. Desta vez analisaremos uma pequena particularidade da personalidade humana e suas repercussões jurídicas, que fazem toda a diferença.


Cometer um crime basicamente significa fazer mal a alguém ou à sociedade. Este conceito, pertencente ao campo da ética, foi pervertido pela burocracia jurídica, com o objetivo de impor aos cidadãos os interesses da lei e daqueles que com ela ganham poder. Assim, cometer um crime passou a significar violar a lei, deslocando-se o foco daqueles de onde emana o poder, o povo, para aqueles que por leis o querem controlar.


Desta forma, como muitos terão reparado, é possível cometer-se crimes (em termos de ética) de forma legal, bastando para isso controlar o aparelho das leis. Muitos têm prejudicado o país de forma criminosa sem que alguma vez o país os possa obrigar a repor os danos, pois agiram de acordo com a lei.

Da mesma forma, fazendo-se leis que violem as liberdades individuais, como por exemplo o direito à legítima defesa, é possível criminalizar aqueles que nada mais fazem senão impedir os criminosos de atuar.


Assim, cometer um crime passou a significar violar a lei, deslocando-se o foco daqueles de onde emana o poder - o povo, para aqueles que por leis o querem controlar.

A classe dos criminosos antissociais congrega todos aqueles que vivem à margem da sociedade e que contra ela investem. São pessoas que por terem nascido em grupos sociais marginais, ou terem de alguma forma sido afetados por experiências de vida ou formas de educação muito negativas, não desenvolveram condições que lhes permitissem criar laços afetivos ou relacionarem-se de uma forma funcional com o resto da sociedade. São as personalidades antissociais. Muitos cidadãos (os da cultura feminina), vêem-nos como vítimas da sociedade.


A classe dos criminosos antissociais congrega todos aqueles que vivem à margem da sociedade e que contra ela investem.


É a educação que recebemos dos nossos pais e da escola, bem como a nossa experiência de vida, que nos moldam a personalidade e o caráter. No entanto, embora muitos cidadãos, fruto dessa mesma educação em sociedade, tenham adquirido uma consciência moral, permitindo-lhes saber o que é ou não aceitável na sociedade onde estão inseridos, nem todos adquiriram as mesmas condições psicológicas de personalidade e os mesmos níveis de desenvolvimento moral. Muitos são consumidos por fortes sentimentos de hostilidade para com os outros seres humanos. Sentem permanentemente vontade de fazer mal aos outros, por inveja ou complexos de inferioridade, de destruir por destruir, ou de explorar terceiros sem qualquer tipo de ressentimento ou escrúpulos. Embora tenham adquirido consciência moral, psicologicamente são idênticos aos tradicionais marginais.


É a educação que recebemos dos nossos pais e da escola, bem como a nossa experiência de vida, que nos moldam a personalidade e o caráter.

Estes últimos, eu costumo designar por criminosos pró-sociais. Não é um termo científico, mas antes uma designação por oposição ao termo antissocial.

Para estes “pró-sociais”, como são dotados de consciência moral, ou seja, sabem aquilo que a sociedade considera correto ou não (designado por moral - aquilo que uma determinada sociedade considera como correto, por oposição à ética, que é relativa àquelas soluções que são as mais universais e reversíveis para todos, independentemente das convenções sociais), eles precisam disfarçar as suas más intenções e atos com justificações sociais de forma a poderem atuar sem serem beliscados pela sociedade. A forma mais fácil é invocar o nome da lei. Outra é agir ao serviço dos que estão no poder e assim esperar alguma forma de proteção ou aceitação por parte da sociedade. Bater nas pessoas que se insurgem contra as figuras de poder ou matar, prender ou torturar criminosos ou os inimigos do país, são tudo atividades facilmente justificáveis.


No fundo é a intensão que vai moldar, quer a qualidade dos nossos atos, quer o resultado destes. Podemos matar alguém que teve a iniciativa de nos atacar, mas apenas para impedir que este ponha o nosso direito à vida em risco e não para lhe retirar a vida. Podemos prender um criminoso, não para atentar contra o seu direito à liberdade, mas antes para impedir que esse criminoso continue a atentar contra o direito à vida ou à propriedade privada dos outros.

Ou seja, a qualidade dos atos reside na intenção de quem agiu somado com a qualidade dos efeitos provocados por esse ato.


Para os pobres de espírito tudo é igual, tanto é criminoso quem mata para roubar como quem mata para se defender, a não ser que um deles tenha a bênção dos intermediários do senhor (deus) para o fazer, como no caso de uma guerra.


Os criminosos “pró-sociais”, que são dotados de consciência moral, ou seja, sabem aquilo que a sociedade considera correto ou não, necessitam de disfarçar as suas más intenções e atos com justificações socialmente aceitáveis forma a poderem atuar sem serem beliscados pela sociedade. Invocar o nome da lei ou agir ao serviço dos que estão no poder constituiu a forma mais fácil de camuflar as suas más intensões, provocando sofrimento ou rebaixando os outros.


Se olharmos para a forma como a justiça romano tem atuado neste país (favorecendo criminosos e humilhando pessoas na TV para depois nada se provar) ou para as ações excessivas de alguns elementos das Forças de Segurança, facilmente concluímos que muitas dessas coisas poderiam ter sido feitas de outra maneira se não tivesse existido por trás a mão de um criminoso "pró-social" e uma intensão de prejudicar o “outro”.



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Eduardo Baptista

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