A Bíblia, Afinal o que nos quer Dizer?

Os Romanos criaram a Igreja Católica para dominação psicológica dos povos sobre ocupação.

Existe uma grande diferença entre aquilo que se diz e aquilo que se quer dizer. A bíblia, como maior manual de crimes contra a humanidade, tem essa capacidade, de subliminarmente, induzir aqueles que não têm capacidade crítica, a terem uma perceção alterada da realidade e dos comportamentos, tudo em benefício dos que se encontram no poder.

De boas intensões está o inferno cheio.

As religiões, como maiores Aparelhos Ideológicos do Poder têm sido usadas como mecanismos de engenharia social. O Império Romano, quando começou a perder o seu poder militar, começou a substituir este pelas operações psicológicas. Inventou a Igreja Católica para debilitar moralmente os povos sobre ocupação. Como?

Fazendo crer a estes que os "Pobres de Espírito" e os "Criminosos Arrependidos", eram as pessoas mais importantes dentro dessas sociedades. Criaram a mentalidade do "Privilegiado", aquele que podia trair os seus, para se chegar mais perto do poder e assim comprar um lugar no céu.

A bíblia é constituída por um conjunto de textos muito antigos. Temos o velho testamento, do tempo dos judeus e o novo testamento, escrito pelos Romanos.

Considerado por muitos como o maior manual de crimes contra a humanidade, a bíblia apresenta-nos a descrição de um conjunto de acontecimentos, destinados a serem lidos às massas, com o objetivo de as orientar moralmente, como se da palavra do Senhor se tratasse. Mas afinal o que dizem e o que querem dizer muitas destas histórias.

Façamos uma viagem por três estórias da Bíblia:


O FILHO PRÓDIGO.

O filho mais novo de um proprietário de terras, desejando adotar outro modo de vida, disse ao pai que se queria ir embora pedindo-lhe a sua cota parte da herança. Durante uns tempos foi gastando o dinheiro da herança do pai em mulheres e vinho. Quando o dinheiro acabou decidiu regressar devagarinho a ver se o pai se compadecia e o aceitava de volta.

O pai quando o viu, aceitou-o de braços abertos tendo ordenado aos seus criados que matassem um cabrito para festejar o arrependimento e regresso do filho. Quando o filho mais velho chega do trabalho no campo e vê o que se estava a passar pergunta então ao pai – como é possível que para mim que nunca te abandonei e sempre trabalhei para te dar apoio, nunca tenhas matado um cabrito para nós dois e agora, para este filho que te traiu e abandonou, já estás a fazer uma festa. O pai responde que temos que saber perdoar aqueles que reconhecem os seus erros e se arrependem e que o importante naquele caso era recuperar o filho perdido.


ABRAÃO.

Abraão já há muito tempo que andava a receber ordens de deus, tendo tido que mudar de país e ter relações extraconjugais com outra mulher, tudo às ordens de deus. Entretanto, Deus ainda não se tinha cansado de testar Abraão. Nova ordem surgiu, desta vez que levasse o seu filho ao Monte Moriá e lá o sacrificasse, numa demonstração de sua fidelidade a deus. Abraão contestou com todas as suas forças a nova exigência, mas decidiu que deveria obedecer a deus. Assim, levou Isaac para o monte e no preciso momento que estava prestes a matá-lo, eis que lhe aparece um anjo que lhe ordena que sacrificasse antes um carneiro em lugar do filho. Abraão tinha acabado de passar o seu último e maior teste; a sua obediência a deus estava confirmada.


O JULGAMENTO DE CRISTO.

Tudo começou com as autoridades religiosas judaicas a entregarem Jesus Cristo aos Romanos (antes disto eles próprios o tinham julgado no Sinédrio), com a acusação de que este andava a conspirar contra Roma. Estas autoridades religiosas estavam controladas pelos Romanos que as usavam como auxiliares para governação do povo judeu. Jesus Cristo, ao autoproclamar-se filho de deus e rei dos judeus colocou em causa o poder das autoridades religiosas judaicas que usavam deus e a sua palavra para controlarem o seu povo. Diziam ao seu povo acreditar em deus, mas quando o filho dele apareceu quiseram-no matar. Como a lei judaica não o permitia, decidiram entregá-lo aos Romanos. Como estavam na época da Páscoa e a tradição impunha que se libertasse um preso, aproveitaram outro prisioneiro, Barrabás, um reles ladrão que tinha roubado o seu próprio povo, para cumprirem a tradição. Deixaram assim os judeus decidir qual dos dois seria perdoado e qual deles seria crucificado na cruz.

Pôncio Pilatos apresentou os dois ao povo judeu. O povo decidiu condenar Jesus e libertar Barrabás.


Afinal qual a diferença entre o que estas histórias nos dizem e aquilo que nos querem dizer, ou pelo menos de que forma é possível às pessoas com caráter deficiente fazerem uma interpretação favorável às suas próprias características e interesses.

No primeiro caso, o do filho pródigo, mostra-nos que aqueles que sempre estiveram do nosso lado não são importantes, pois já estão “controlados”. Já relativamente àqueles que para poderem tirar vantagem sobre os outros, cometem as patifarias que no momento lhes convém, incluindo trair a própria família, e depois, mais tarde quando são apanhados ou acabam por precisar outra vez das pessoas que traíram, basta arrependerem-se que logo serão perdoados e recebidos de braços abertos, ganhando um lugar no céu (considerando que deus é visto na religião católica como nosso pai e juiz dos nossos atos). Muitos, andam toda a semana a lixar a vida aos outros e depois, de domingo em domingo, pedem perdão para poderem continuar o resto da semana com as suas patifarias. Ou seja, inculca-se nas populações ocupadas que os criminosos arrependidos são das pessoas mais importantes dentro de uma família ou sociedade, os restantes, aqueles com responsabilidades sociais, só cá estão para trabalhar e sustentar os outros. Faz-nos lembrar alguma coisa no nosso país, não?


As pessoas podem cometer as patifarias que lhes derem mais jeito e depois, se se arrependerem, são perdoadas e ganham um lugar no céu.

No segundo caso, Abraão é convidado a mostrar o seu servilismo ao Poder, neste caso a deus, que no subconsciente da psicologia humana representa as figuras do Poder e da autoridade. A lealdade a deus, ou àqueles que ele simboliza no mundo real, são um atributo que a religião católica, (como o maior aparelho ideológico do Poder), aponta como um dos mais importantes traços de caráter dos cidadãos. Mais do que sermos leais aos nossos, à nossa família, o importante é a lealdade às figuras no Poder, aqueles que nos julgam e que nos protegem. Matar o próprio filho como gesto de lealdade ao Poder constitui uma prova suprema deste tipo de relação. Abraão por pouco não o fez. A máfia italiana também tem, ou tinha, este mecanismo. Alguém que quisesse entrar para a máfia teria que mostrar primeiro a sua vocação para servir nesta organização, assassinando um dos seus familiares. Se as pessoas que leem este texto ficam a pensar que matar um filho é moralmente possível o que não farão contra os cidadãos da sua própria pátria só para mostrarem lealdade àqueles que exercem o Poder legitimados pelas autoridades religiosas que representam deus na Terra?


Mais do que sermos leais aos nossos, à nossa família, o importante é a lealdade às figuras no Poder, aqueles que nos julgam e que nos protegem.

No terceiro caso, o do julgamento de Jesus, o que se mostra é que o maior crime que alguém pode cometer, não é prejudicar ou roubar o seu próprio povo, mas antes sim enfrentar as figuras do Poder. E quem tiver a ousadia de o fazer fica a saber que no final será o seu próprio povo, aqueles que ele/a tentou salvar, que o irão julgar e condenar. No fundo, para o povo, é o “eu não fiz, os outros não podem fazer” e ainda o “se não os poderes vencer, junta-te a eles”, a atitude dos invejosos, dos resignados e dos covardes morais. Esta história é assim um claro aviso a quem tentar enfrentar as figuras da autoridade e uma clara instrução àqueles que se acovardaram perante os abusos do Poder e que agora apenas lhes resta, por uma questão de coerência invertida, atacar os que tiverem a coragem de fazer diferente, pois para os povos sobe ocupação romana, não existe um rei deles próprios, apenas o poder de Roma – se não os podes vencer, junta-te a eles. Este é o grande raciocínio subjacente aos que sofrem de incapacidade para lidar com a dissonância cognitiva e a covardia moral associada. Para terminar, a grande dificuldade das pessoas para interpretarem esta história bíblica é que ela, pela sua complexidade, constitui um desafio para as pessoas que são como as crianças, têm uma atitude infantil orientada para a competição, para discutir e ver quem é que tem sempre razão, esquecendo-se que o que interessa aqui não é a história em si mesma, muito menos descobrir quais foram as falhas jurídicas no julgamento realizado no Sinédrio ou se Pôncio Pilatos lavou as mãos ou não. O importante nesta história é o motivo, é aquilo que aqueles que a escreveram, os romanos, quiseram que os outros ficassem a pensar. Portugal continua atualmente sobe ocupação romana e sem rei nem rock…


O maior crime que alguém pode cometer, não é prejudicar ou roubar o seu próprio povo, mas antes sim enfrentar as figuras do Poder. E quem tiver a ousadia de o fazer fica a saber que no final será o seu próprio povo, aqueles que ele/a tentou salvar, que o irão julgar e condenar.

Daqui se conclui, em apenas três exemplos, que para se dominar e colonizar psicologicamente uma população sobe ocupação basta convencer os seus elementos de que entre eles, as pessoas mais importantes são os pobres de espírito (aqueles que não conseguindo pensar por si próprios precisam de orientação das figuras de poder) e os criminosos e traidores arrependidos. Estes, ao final de muitos anos, acabarão por ser os que falam mais alto dentro das suas sociedades, subjugando todos aqueles que funcionam por relações de lealdade e empatia com os seus semelhantes.


Criar pessoas fracas e líderes fracos é a forma mais fácil de se derrotar uma nação inteira. E quem tentar salvar o país e enfrentar Roma…acabará julgado e condenado pelo próprio povo que tentou salvar.

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